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7 de junho de 2010

SOBRE O PRO TOOLS

fonte: http://lazer.hsw.uol.com.br/pro-tools4.htm

 

O Pro Tools é um dos raros exemplos de tecnologia que domina completamente um setor. Todas as empresas de produção profissional de som - de estúdios de gravação (em inglês) a estúdios de pós-produção de som (em inglês) - utilizam sistemas Pro Tools. O único equivalente são os sistemas Avid, que dominam o mundo da edição de cinema e TV. É interessante lembrar que a Digidesign, criadora do Pro Tools, é controlada pela Avid.


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Matt Carr/Photonica/Getty Images
Os sistemas Pro Tools são o padrão usado por engenheiros de som para mixagem de música, quando ela é gravada em estúdio

 

O Pro Tools não é fácil de usar, tampouco é barato. Mas o que você paga por ele em tempo de aprendizado e em dinheiro suado propicia uma plataforma estável que produz as melhores gravações digitais de música do ramo. Músicos profissionais - de usuários pesados de sintetizadores como o Nine Inch Nails a compositores de trilhas orquestrais para filmes - confiam na versatilidade e potência do Pro Tools para registrar qualquer espécie de som, quer a fonte seja a voz humana, um instrumento analógico ou um número quase ilimitado de instrumentos virtuais e de efeitos de som.

O que exatamente é um sistema Pro Tool? É só um pacote de software ou há muitos componentes de hardware? É preciso gastar milhares de dólares para montar um sistema Pro Tools ou existem versões básicas para os entusiastas das gravações caseiras (em inglês)? E quais são as vantagens e desvantagens de se trabalhar com o sistema que é o padrão setorial? Leia adiante para descobrir.

 

Vantagens e desvantagens do Pro Tools

 

Não há como negar que o Pro Tools é o padrão setorial no que tange à produção digital de som. O sistema é o recurso básico dos engenheiros de estúdios de gravação, de editores de som, de criadores de efeitos sonoros - ou seja, pessoas que ganham a vida trabalhando com música ou com som. Mas ser o padrão setorial traz suas vantagens e suas desvantagens.

Uma vantagem é que, assim que o profissional aprende a usar o Pro Tools, ele dispõe da capacitação necessária a trabalhar em muitos ambientes de áudio diferentes. A funcionalidade básica do software não difere significativamente entre os sistemas domésticos mais baratos e os equipamentos  profissionais mais caros. Assim, o tempo que você investe para aprender a usar o software continuará a lhe propiciar benefícios ao longo de sua carreira.


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Imagem cortesia da Digidesign
Qualquer sessão em Pro Tools pode ser aberta em qualquer sistema Pro Tools

 

O mais importante é o fato de a Digidesign ter criado seus sistemas de modo que qualquer sessão gravada em Pro Tools possa ser aberta em qualquer sistema Pro Tools. Isso vale para todas as versões do equipamento. Você pode gravar e editar uma sessão no sistema Pro Tools LE, um dos mais simples, e mixá-la no Pro Tools HD, um dos mais sofisticados, e vice-versa. Todas as trilhas, as posições de controle, os plug-ins do Pro Tools (em inglês) e os arquivos salvos na seção estão presentes, de modo que basta iniciar o sistema e retomar o trabalho onde parou. Já que existem sistemas Pro Tools em toda parte, o trabalho do profissional de som se torna muito mais portátil.

A desvantagem de se ter o Pro Tools como padrão setorial é que se trata de um sistema dispendioso e de acesso fechado. Não se pode comprar apenas o software Pro Tools. Ele nem funcionará sem uma interface de áudio aprovada pela Pro Tools. A interface funciona como uma forma física de controle de pirataria, conhecida como dongle. Assim, se você deseja aprender o padrão setorial terá de desembolsar o dinheiro necessário a adquirir o sistema completo. 

O que isso significa para os músicos? Para começar, não se pode usar o Pro Tools com qualquer interface de áudio ou placa de som que você já tenha. E não se pode procurar os melhores preços em termos de interface de áudio porque você precisa das que trabalham com o Pro Tools. Alguns músicos se queixam desse sistema muito fechado e exclusivo, optando por plataformas mais abertas.  

Como o Pro Tools foi projetado para profissionais, não é tão fácil de ser usado quanto uma ferramenta de gravação doméstica (em inglês) como o Garage Band. Aprender as nuanças do sistema demora, e pode levar anos. O Pro Tools foi concebido para ser extremamente versátil, o que significa que oferece toneladas de editores e plug-ins que o usuário pode nunca usar. O perigo é se deixar perder nos detalhes e ficar dominado pelo programa. Por sorte, o Pro Tools vem com um DVD de instrução bastante útil. Também existem muitas universidades, escolas e até lojas de música que oferecem cursos de Pro Tools.

Assim, como obter um sistema Pro Tools, e que preço será necessário pagar? Falaremos sobre isso na próxima seção.

 

Como obter o hardware e software Pro Tools

A Digidesign não vende qualquer de seus produtos diretamente em seu site. Em vez disso, você pode usar uma prática ferramenta de busca online a fim de encontrar um distribuidor Digidesign autorizado perto de você. Ou pode comprar online em cadeias nacionais de varejo como a Sweetwater ou a Guitar Center, nos Estados Unidos.

A chave para a compra de um sistema Pro Tools é avaliar com precisão as suas necessidades. Se você opera sozinho um estúdio doméstico de gravação (em inglês) e quer conectar apenas o seu microfone e um teclado, precisa apenas de uma interface de áudio com um pré-amplificador de microfone e um conector para MIDI (em inglês). Mas se você opera um estúdio de gravação (em inglês) profissional, que trabalha com até 20 instrumentos de uma vez, precisa de um sistema mais elaborado.


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Imagem cortesia da Digidesign
Programas de software Pro Tools como o sistema LE servem bem a estúdios caseiros

 

Para montar um estúdio doméstico, a melhor solução é um Pro Tools LE ou M-Powered. As interfaces de áudio M-Powered são um pouco mais baratas que as LE porque o equipamento é feito por uma empresa terceirizada, a M-Audio. Por apenas US$ 100, você pode comprar um cartão PCI interno M-Audio compatível com o Pro Tools e dotado de entrada/saída analógica e conector de MIDI (em inglês). Nesse caso, você teria de comprar separadamente o software Pro Tools M-Powered, o que custaria cerca de 250 dólares.

Na verdade, as interfaces de áudio Pro Tools LE vêm com o software incluso. Se você procurar o melhor preço, encontrará modelos simples que custam menos do que as opções da M-Audio, se o preço do software for considerado. Por exemplo, a Sweetwater vende uma interface de áudio Mbox 2 Mini, com um pré-amplificador para microfone e duas entradas/saídas analógicas, além do software Pro Tools LE, por apenas 300 dólares.

Mas não é difícil gastar US$ 30 mil com um sistema Pro Tools. O Pro Tools HD 3 Accel está à venda por US$ 14 mil. A superfície de controle C 24 custa mais US$ 10 mil - e você precisaria de caixas adicionais de entrada/saída para todos aqueles microfones e cabos analógicos, cada uma custando US$ 2 mil. Isso não inclui o custo dos dispendiosos monitores de estúdio, dos monitores de vídeo em LCD e do computador requerido.

Caso você fique entre o extremo mais baixo e o mais alto, muitas lojas vendem pacotes de Pro Tools para iniciantes que incluem software, uma interface de áudio do tamanho apropriado, um microfone de estúdio e dois monitores. Os minipacotes podem ter preço inicial de US$ 400, mas se você acrescentar uma pequena superfície de controle, um teclado, microfones de melhor qualidade e cabos adicionais, os preços podem chegar a US$ 4 mil.

Antes de comprar qualquer coisa, garanta que seu computador disponha do mínimo necessário operar a versão desejada do software. O Pro Tools não funciona com o Windows Vista, por exemplo. E, caso você pretenda gravar muita música, invista em discos rígidos externos para armazenar os arquivos de áudio brutos e os mixados.

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Mais links interessantes (em inglês)

Fontes (em inglês)